Jordi Savall

Jordi Savall nasceu em Igualada (Barcelona) em 1941.

A sua trajectória musical começa aos 6 anos de idade, tendo adquirido experiência prática e formação musical num coro infantil da sua terra natal.

Prosseguiu estudos de música e violoncelo no Conservatório Superior de Música de Barcelona até 1965.

Pioneiro ávido de novos horizontes, rapidamente se apercebeu da importância da Música Antiga, da necessidade de revalorizar um instrumento praticamente esquecido como a viola da gamba e de divulgar o importante e pouco conhecido património musical da Península Ibérica.

Em 1968 completou a sua formação na Schola Cantorum Basiliensis onde, em 1973, sucedeu ao seu mestre August Wenzinger.

A partir de 1970, grava e dá a conhecer, como solista, as obras primas do repertório para viola da gamba, sendo rapidamente reconhecido pela crítica internacional como um dos melhores intérpretes deste instrumento.

Infatigável descobridor de obras esquecidas, funda várias formações instrumentais que lhe permitem interpretar um amplo repertório, que se estende da Idade Média aos primeiros anos do século XIX.

Fundou:

situando-se rapidamente, com cada um destes três agrupamentos, na vanguarda da interpretação, graças a uma nova concepção caracterizada por uma grande intensidade musical e por uma escrupulosa fidelidade histórica.

A sua notável actividade de concertos (cerca de 100 por ano) em todo o mundo, permite-lhe visitar regularmente os principais festivais de música antiga de mais de 25 países da Europa, EUA, América Latina, Médio e Extremo Oriente, Austrália e Nova Zelândia.

Para além de dirigir os seus próprios conjuntos, Jordi Savall regeu diversas orquestras de prestígio internacional, entre elas:

  • Orquestra Gulbenkian
  • Orquestra Camerata de Salzburgo
  • Orquestra de Câmara de Viena
  • Philharmonia Baroque Orchestra de São Francisco.

Unanimamente reconhecido como um dos principais intérpretes actuais de Música Antiga, Jordi Savall é uma das personalidades musicais mais polivalentes da sua geração:

  • gambista
  • director e fundador de um estilo próprio
  • concertista
  • pedadgogo
  • investigador

situam-no entre os principais agentes do processo de revalorização da Música Antiga.

Com a sua decisiva participação no filme de Alain Corneu Tous les matins du monde (o qual recebeu sete Césares, incluindo o de melhor banda sonora), demonstrou que o gosto pela Música Antiga não é necessariamente elitista ou minoritário e que pode interessar a um público cada vez mais jovem e numeroso, Jordi Savall realizou também as bandas sonoras dos filmes:

  • Jeanne da Pucelle (1993) de Jacques Rivette
  • O Pássaro da Felicidade (1993) de Pilar Miró
  • Marquise (1997) de Vera Belmont, nomeado para os Césares de 1998.

Durante 30 anos de intensa actividade, Jordi Savall recebeu várias distinções :

  • em 1988, foi nomeado Oficial da Ordem das Artes e das Letras do Ministério Francês da Cultura
  • em 1990, recebeu a Cruz de Sant Jordi do Governo Regional da Catalunha
  • em 1992, foi eleito "Músico do Ano" pela revista Monde de la Musique
  • em 1993, foi eleito "Solista do Ano" nas Victoires de la Musique
  • em 1998, foi distinguido com a Medalha de Ouro das Belas Artes outorgada pelo Ministério da Cultura espanhol
  • em 1999, foi nomeado Membro de Honra da Konzerthaus de Viena
  • recentemente foi-lhe atribuído o Prémio de Honra da Fundação Jaume I
  • e foi nomeado Doutor honoris causa pela Universidade Católica de Luvaina (Bélgica).

A sua importante discografia, incluiu mais de uma centena de gravações para a EMI Astrée/Auvidis e Alia Vox, recebeu numerosos galardões:

  • Grand Prix de l'Académie du Disque Français (1988,1989)
  • Prix de l'Académie u Disque Lyrique (1990)
  • Diapason d'Or (1991)
  • Grand Prix de la Nouvelle Académie du Disque (1992)
  • Grande Prix de la Ville de Cannes, do Festival Internacional do Audiovisual Musical (1992)
  • César para a Melhor Banda Sonora (Tous les Matins du Monde, 1992)
  • Prémio da Fundação Giorgio Gini (Veneza, 1995)
  • Prémio CD Compact
  • Prémio MIDEM Cannes Classical Awards

Desde 1998, Jordi Savall edita, em exclusivo, as suas próprias gravações e as dos grupos que lidera, com a criação de uma nova etiqueta discográfica intitulada Alia Vox.

Do seu catálogo constam actualmente 14 discos editados:

  • Juan Cabanilles - Batalhas, Tentos & Passacalhas
  • José Marín - Tonos Humanos
  • Les Voix Humaines,
  • Elizabethan Consort Music
  • La Folia
  • O Canto da Sibila
  • Lully - L'Orquestre du Roi Soleil
  • Biber - Missa Bruxellensis
  • Diáspora Sefardí (disco duplo que contém romances vocais e música instrumental e que foi nomeado para os Grammy 2001)
  • J. S. Bach - Sonatas para Viola de Gamba e Cravo (gravado em colaboração com Ton Koopman)
  • A. Holborne, The Tears of the Muses
  • Carlos V - Mille Regretz: La Cancíon del Emperador (em co-produção com ORF)
  • Bataglie & Lamenti: 1600-1660 (Monteverdi, Peri, Strozzi, entre outros)
  • Alfons V el Magnànim: El Cancionero e Montecassino

(notas do programa gulbenkian_01out01)

CONCERTOS

 

Academia Ciências_03out01

Academia Ciências_02out01

Gulbenkian_01out01

APAO - maestros/directores

outras fotos